culinária e saúde

Alho, abóbora, beringela, cenoura, cebola, couve, nabo e pepino

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Tenho sentido na pele o peso das minhas decisões alimentares dos últimos tempos. Não que tenha andado a abusar indecentemente, mas sabendo das alterações que preciso fazer, tenho-as evitado, e isso reflete-se no meu bem estar. A vida tem-se encarregado de me dar os sinais quando se aproxima um ponto de viragem. Ou isso, ou vou estando atenta aos “avisos” (como se não bastasse sentir dores no corpo todos os dias). Por isso, agora basta. Está na hora.

Os avisos
Na semana passada, ao lanche (estava a comer um pão torrado com manteiga e a beber um abatanado), uma amiga pergunta…”Então, as mudanças na alimentação…?” como se me estivesse a perguntar quando as poria em prática. Nem precisámos de avançar muito mais na conversa…era óbvio que não estava a fazer grandes alterações. Só lhe disse: acho que estou em negação. No meu pensamento sabia que ela podia ver como os meus atos não concordavam com o discurso. Nesse mesmo dia tinha ido almoçar bacalhau com natas, que eu adoro. Sou intolerante à lactose e fiquei com a barriga às voltas, como é óbvio. E nessa manhã um “como andas?” vindo de uma guerreira cuja força muito admiro, levou-me a admitir “sou uma fraca…” – disse-lhe, sabendo que não tenho feito por mim o que é necessário. Os meus níveis de energia têm estado em baixa e o cansaço tem-se apoderado de mim  (e, claro, as dores) e por muito que na minha cabeça saiba o que há a fazer, falta-me a força (e a vontade).

Outra amiga enviou-me este vídeo (“já viste?”…perguntou-me ela) e, ao ouvi-lo, voltei a sentir o mesmo que tinha sentido antes: o sabor amargo da desilusão comigo própria. Saber o que se tem a fazer em benefício próprio e esquecê-lo de propósito não me parece assim lá muito inteligente. Ah…Vou esperar o resultado dos exames, ah…as festas…é impossível resistir aos doces e comidinhas típicas do natal e passagem de ano e portanto agora não é a altura ideal…ah, vou comer porque é mesmo isto que me apetece (mesmo sabendo que me faz mal)… Desculpas, há muitas! E agora, basta.

As mudanças
De tudo o que tenho lido sobre a relação da alimentação com a fibromialgia há 3 alterações principais a fazer: Sem lactose. Sem açúcar refinado. Sem glúten.  É na alimentação anti-inflamatória, probiótica e na paleolítica que tenho encontrado mais informação sobre este assunto e onde irei buscar inspiração para novas receitas, que aqui irei partilhar.

Alho, abóbora, beringela, couve, cenoura, cebola, nabo e pepino…? São probióticos naturais. Vejam o vídeo ;-)

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8 Comments

  • Reply
    Vera Fernandes
    January 12, 2016 at 10:52 am

    É difícil. Somos humanos. Gostamos de errar.
    Há alturas mais complicadas do que outras para se seguir uma dieta como a nossa. Sim, nossa, porque seguimos, mais ou menos, os mesmos princípios orientadores. Eu para evitar que o cancro volte, tu para evitar as dores no corpo. O palato vai-se habituando, vai-se educando.

    E um conselho: quando pecares, goza cada momento. Delicia-te, porque sem prazer não há pecado.
    Vera

    • Reply
      cristina guimarães
      January 14, 2016 at 10:23 am

      É verdade :)
      Obrigada pelos conselhos!

  • Reply
    Rita
    January 13, 2016 at 5:07 pm

    Olá Cristina, muita força nessa batalha. Fico à espera das receitas :) Eu também sei que o melhor para mim é comida de verdade mas todos os dias adio a resolução de deixar definitivamente os processados e gulodices. Coragem!

    • Reply
      cristina guimarães
      January 14, 2016 at 10:24 am

      Obrigada Rita!

  • Reply
    cacilada caseirito
    March 14, 2017 at 10:34 am

    Olá Cristina … Obrigado pelo conselho.
    foi me diagnosticado fibromialgia à 6 anos e tomo o flexiban, mas não tomo porque fico sem dor, mas com muito sono. Como trabalho é muito complicado. Tenho 62 anos .

    • Reply
      cristina guimarães
      March 14, 2017 at 12:10 pm

      Olá Cacilda,

      Cada caso é um caso. E um dia não sei se também terei que tomar medicação. Um beijinho de muita força e coragem. Somos umas guerreiras!

  • Reply
    Ariana
    September 23, 2018 at 5:20 pm

    Boa tarde,
    Também eu tenho Fibromialgia, provavelmente desde criança, a julgar pelas minhas memórias de sempre-dor em todo o corpo.
    Mas no entanto, foi só há 6 anos que me foi feito o diagnóstico dessas dores, e com ele, a prescrição dos devidos medicamentos: flexiban, lyrica, procoralam… É verdade que as dores diminuíram com a toma desses medicamentos, mas depressa tinha de aumentar as doses para sentir o mesmo alívio, de maneira que em apenas 2 anos já me encontrava a tomar a dose máxima do Lyrica, o que me levou a um défice mental gigantesco, sem conseguir articular bem as palavras num discurso, e sem conseguir contar dinheiro, a gaguejar e a esquecer o nome das coisas comuns, até que sofri um acidente isquemico transitório, tinha eu 34 anos…
    Tudo isto moveu-me a procurar estudos clinicos realizados a fibromialgicos no sentido de aliviar as dores, e foi assim, nessa busca desesperada, que encontrei os resultados positivos que a dieta Paleo oferecia a quem padecia de Fibromialgia.
    Acabei por entrar nessa dieta de cabeça, sem questionar e sem pensar muito no que ia custar, e a verdade é que uma semana sem farinhas com gluten e sem açúcar capacitou-me a poder voltar a escrever por horas seguidas sem dor nas mãos. Isso encorajou-me a continuar.
    Continuei por 3 meses, até poder levar à minha médica de família os resultados das últimas análises, entretanto realizadas já debaixo deste novo regime alimentar. O resultado: anemia desapareceu, colesterol baixou, proteina c reactiva sem valores inflamatórios, ferro normal, etc. Só pontos positivos. E o mais importante deles foi a diminuição das dores. Perguntei à minha médica o que acharia de começarmos a reduzir os medicamentos, o que ela concordou de imediato e até me fez um plano de como ir reduzindo, até que, no espaço de 1 ano, deixei o procoralam, e reduzi o lyrica para 75 mg/dia, e o flexiban para 1/dia. Vida sem dores e sem limitações foi o que descobri finalmente, após 34 anos bem dolorosos e limitativos, apenas por retirar o glúten, que, depois de algumas experiências, se resumiu apenas ao glúten da farinha de trigo!
    Como também gosto imenso de pão e outras coisas com farinha de trigo, das quais sentia imensas saudades, uma bela tarde após 2 anos sem ingerir trigo, decidi comer uma caseirinha com manteiga, naquela de “certamente o mais que pode acontecer é ter um dia com mais dores, mas não hei-de morrer…”.
    Bem…
    Na manhã seguinte, ao acordar, tinha tantos espasmos dolorosos para inspirar e expirar que não me conseguia levantar nem mexer sem dores excruciantes, e quase sem poder respirar… Foi horrivel, mas serviu para me convencer. Se quero ter qualidade de vida, tenho de sacrificar alguma coisa, e realmente prefiro sacrificar o paladar, a sacrificar o meu corpo…
    Como este post seu já foi escrito há dois anos, provavelmente já conhece a Paleo, e até provavelmente também comprovou o seu efeito sobre as dores da Fibromialgia, mas não quis deixar de partilhar a minha história de vida, para o benefício de todos os que padecem do mesmo que nós.
    Coragem, e se puder, dê notícias suas. ;-)
    Cumprimentos,
    Ariana

    • Reply
      cristina guimarães
      October 22, 2018 at 11:00 pm

      Olá Ariana,
      Agradeço desde já o seu testemunho e fico muito feliz que tenha encontrado um caminho para uma vida com menos dor! E é bom saber que não estamos sozinhas nesta luta! Já li vários relatos de pessoas com fibromialgia, doenças autoimunes e outras condições a terem resultados muito bons com alterações da alimentação. Testei várias alternativas e cheguei à conclusão que consigo comer um pouco de tudo, desde que faça uma alimentação equilibrada, mas cada caso é um caso. Experimentei comer sem glúten, a paleo, vegetariana e por fim, faço uma dieta “à minha maneira” com a qual me sinto bem e não retiro nenhum alimento ou grupo alimentar. Tenho trabalhado muito a componente do exercício físico e bem-estar e continuo a conseguir gerir a fibro sem medicação. Claro que há uns dias melhores do que outros…mas não é permitido desanimar ;-) Um beijinho de muita força! Cristina

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